
Em pronunciamento realizado na noite desta segunda-feira (15), o prefeito de Sete Lagoas, Douglas Melo, detalhou os bastidores do acordo que garantiu o retorno do transporte coletivo na cidade e explicou por que a Prefeitura desistiu da contratação emergencial da empresa Transcol.
Segundo o prefeito, a mudança de estratégia ocorreu após uma decisão judicial considerada fundamental pela administração municipal. A medida garantiu ao município acesso às informações das contas bancárias relacionadas ao transporte público e também ao sistema de bilhetagem eletrônica da Turi, permitindo maior controle sobre a arrecadação e a gestão da operação.
Com o novo cenário, a Prefeitura entendeu que seria possível assumir diretamente a operação do sistema por meio da intervenção decretada no último dia 10, tornando desnecessária a entrada de uma nova empresa.
“A nossa prioridade sempre foi fazer o transporte voltar o mais rápido possível e garantir os direitos dos trabalhadores”, afirmou Douglas Melo.
Audiência sobre salários foi decisiva
Outro ponto destacado pelo prefeito foi a audiência de dissídio coletivo realizada nesta segunda-feira, que discutiu os salários atrasados dos funcionários da Turi.
De acordo com Douglas Melo, durante a audiência a empresa não apresentou nenhuma proposta para quitar os débitos com os trabalhadores, o que levou a Prefeitura a agir imediatamente.
Após a reunião, representantes do sindicato foram convocados para discutir uma alternativa que permitisse o retorno dos ônibus sem prejudicar os funcionários.
A proposta construída pela administração municipal foi levada para uma assembleia extraordinária realizada ainda na noite de segunda-feira e recebeu aprovação quase unânime da categoria.
Prefeitura assume responsabilidade pelos trabalhadores
Pelo acordo firmado, a Prefeitura passa a ser responsável pela operação do transporte coletivo durante o período de intervenção.
Os ônibus continuarão sendo os da Turi e os trabalhadores permanecem em suas funções, mas a gestão passa a ser coordenada diretamente pelo município através do interventor Charles Generoso Baracho.
Segundo Douglas Melo, os pagamentos dos trabalhadores referentes ao período da intervenção passarão a ser responsabilidade da Prefeitura.
Já os salários e benefícios atrasados, acumulados antes da intervenção, continuarão sendo cobrados judicialmente da Turi.
“O município não medirá esforços para localizar os recursos necessários e buscar uma solução para os trabalhadores”, afirmou o prefeito.
Sindicato demonstrou confiança na proposta
Durante o anúncio, o presidente do Sindicato dos Trabalhadores do Transporte Rodoviário de Sete Lagoas (Sinttroset), Mário, afirmou que os funcionários aceitaram o acordo por entenderem que a Prefeitura oferece mais segurança do que uma empresa contratada emergencialmente.
Segundo ele, a categoria enxergou na proposta uma garantia maior de cumprimento dos compromissos assumidos.
O advogado do sindicato, Márcio, também destacou que a retomada rápida do serviço é importante para restabelecer a arrecadação do sistema e facilitar a regularização dos pagamentos.
Retorno acontece nesta terça-feira
Os ônibus voltarão a circular gradativamente a partir das 12h desta terça-feira (16).
Segundo o sindicato, o período da manhã será utilizado para reorganizar as escalas dos funcionários, revisar a frota e realizar verificações técnicas nos veículos antes da retomada da operação.
Com a decisão, chega ao fim uma paralisação que durou sete dias e afetou milhares de usuários do transporte coletivo em Sete Lagoas.



















