O amor não se mensura por etnia ou cor. Mas, com a ingenuidade de uma criança, nutrida por histórias de racismo, Guilherme, de apenas 9 anos, de Belo Horizonte, escreveu uma carta ao pai adotivo, Gustavo Bregunci, com a seguinte pergunta: “Você e toda minha família iam gostar mais de mim se eu fosse branco?”.

A história foi contada pelo próprio Gustavo Bregunci em post nas redes sociais, no último domingo (31). “O racismo machuca a alma. Reduz o indivíduo. É covarde e cruel. Você já conversou sobre racismo com seus filhos? Alguma vez se preocupou em orientá-los? Não perca mais tempo: aproveite o domingão para deixar para o mundo uma geração melhor que a nossa”, escreveu.
Como resposta ao filho, o pai disse: “Ser seu pai é motivo de orgulho para mim. Amo você do jeito que é. Amo seu cabelo, seus olhos, seu nariz, sua boca, seu corpo, sua cor! Amo tudo em você. Se mudar algo, você deixará de ser o meu Gui. E quero você do jeitinho que é”.
“Não aceite nunca que alguém menospreze sua cor! O nome disso é racismo e já conversamos várias vezes: racismo é crime! Continue sendo essa criança fantástica. Continue querendo ajudar e dividindo o que você tem”, aconselhou.
Quando adotado por Gustavo e esposa Karina, Guilherme estava com 1 ano e 2 meses de idade. O casal é pai de outros dois filhos: Henrique, de 7 anos, e Felipe, de 5.
Na carta-reposta, Gustavo também pediu para que o filho repetisse às seguintes frases de frente ao espelho:
– Eu sou lindo
– Eu sou maravilhoso
– Eu amo meu cabelo
– Eu amo a cor da minha pele
– Minha família me ama do jeito que sou
– Meus amigos me amam
– Eu sou forte
























